PARÓQUIA SAGRADA FAMÍLIA

PARÓQUIA SAGRADA FAMÍLIA

segunda-feira, 18 de julho de 2011

FORMAÇÃO COM CATEQUISTAS


DIOCESE DE PALMEIRA DOS INDIOS
PARÓQUIA SAGRADA FAMÍLIA










ORIENTACÕES TEMPORÁRIAS               PARA  A CATEQUESE














           COORDENAÇÃO DIOCESANA  E PAROQUIAL DE CATEQUESE








                                                                              CATEQUESE COM ADULTOS
                A partir dos 15 anos de idade, o catequizando que não tiver sido introduzido regularmente, na vida
catequética, deverá frequentar uma catequese própria, especial, intensiva para recepção dos sacramentos da Penitência, Eucaristia e Crisma, com duração mínima de um ano.

                               CATEQUESE PARA SITUAÇÕES ESPECIAIS, MENTALIDADES E AMBIENTES
               
                Toda pessoa, por mais limitada que seja é capaz de crescer em santidade. Deve-se manter uma atitude de acolhida, favorecendo condições para que os mesmos tenham acesso aos sacramentos de iniciação cristã. Dentre os que enquadram nas situações especiais descritas abaixo:
Ø   
Ø  Deficiência física e mental;
Ø  Pessoas sem habitação fixa;
Ø  Doentes crônicos, toxicômanos, presos;
Ø  Homens da ciências, juventude universitária;
Ø  Os que vivem nos bolsões da pobreza e da marginalização.
              
               Para cada uma dessas situações será necessários criar um adequado serviço a fé, valorizando catequistas preparados, produzindo oportunos subsídios,recorrendo aos recursos dos meios de comunicação social.(cf.DCC 189-192).
                                               VI-DA FORMAÇÃO DOS COORDENADORES PAROQUIAIS

               A pastoral catequética Diocesana deve dar absoluta prioridade à formação dos Coordenadores Paróquiais, despertando a preocupação com a formação catequética...
               A diocese oferecerá formação sistemática, enquanto possível aberta a todos os coordenadores paroquiais e catequistas coordenadores de alguma fase (ou ano) , através de Escola catequética, e Encontros de formação com temas específicos.
                                                                                              VII-RECURSOS
                                                               COM RELAÇÃO ÀS DISPESAS PAROQUIAIS
Ø  É de responsabilidade da comunidade eclesial providenciar infra-estrutura e recursos necessários para o bom desempenho da catequese.
Ø  Cabe a comunidade eclesial garantir recursos para a formação, cursos e reuniões. Em contrapartida,exige-se do catequista um compromisso e serviço diante da escolha que ele fez.

                                               COM RELAÇÃO ÀS DISPESAS DA EQUIPE DIOCESANA
Ø  Sendo um encontro a nível Regional, onde a equipe representará a diocese ou um curso que venha trazer benefícios a catequese na área diocesana,os cursos ficarão por conta da Diocese ( PARA A COORDENADORA DICESANA) e dos setores (PARA OS COODENADORES DE CADA SETOR).
Ø  Para a manutenção dos custos de atividades: reuniões, telefones, correios, material de secretaria, viagens para encontro de planejamento e avaliação, material de estudo , etc; a coordenação diocesana realizará uma rifa anual ou equivalente, contando com a participação de todas as paróquias.

                                                                                    I-CATEQUISTA
                                               Critérios para a admissão de catequistas
Ø    Que tenha idade mínima de 15 anos.(as pessoas com idade inferior, dispostas a assumir no futuro o ministério catequético, podem ser aceitas como colaboradoras/auxiliares;
Ø    Que sejam pessoas de fé vivenciada e amadurecida;
Ø    Que esteja em estado de vida regular;
Ø    Que seja pessoa de elevado espírito eclesial, atuando em comunhão com a comunidade diocesana e paroquial;
Ø    Que sejam pessoas de criatividade, diálogo, de iniciativa e de sensibilidade pedagógica;
Ø    Que tenha vida de oração e assiduidade sacramental;
Ø    Que sejam pessoas de capacidade crítica, de respeito pela dignidade pos outros, bem como respeito pelas culturas;
Ø    Que já tenha feito os sacramentos do Batismo,da Eucaristia e da Crisma.

                                                               Atribuições dos catequistas
Ø    Preparar os encontros catequéticos, antecipadamente ,seja para os catequizandos ou reuniões de pais.Poderá solicitar ajuda para que os encontros se desenvolvam melhor. Se for reunião com os pais poderá convidar a coordenação paroquial para se fazer presente e ajuda-lo(a) no seu desenvolvimento;
Ø    Participar de reuniões/ou encontros, quando solicitado pelo Pároco, Coordenador(a) Paroquial ,Setorial ou Diocesana, pois através desta participação, o catequista contribui  para o crescimento e fortalecimento do grupo;
Ø    Ter segurança  e clareza na transmissão da mensagem, evitando dúvidas para o catequizando. Nunca mantir, e se não souber responder a alguma pergunta, ser sincero e honesto, afirmando dar, no próximo encontro, a devida resposta;
Ø    Visitar as famílias dos catequizandos, sempre que possível, para manter uma maior aproximação com os pais e conhecer a realidade em que vivem;
Ø    Conscientizar os pais da importância da catequese,apresentando-a nas reuniões de uma maneira prática e objetiva;
Ø    Participar das celebrações catequéticas com crianças, jovens, quando houver, seja a nível Paroquial ou Setorial, a fim de melhor participarem nos atos litúrgicos;
Ø    Convidar os catequizandos para a missa e com eles participar do encontro com o Cristo Vivo, na Palavra e Eucaristia;
Ø    Anunciar a Palavra de Deus,não so verbalmente,mas, sobretudo, pelo testemunho , através das ações (maneira de se de agir), FAZENDO O Reino de Deus acontecer concretamente;
Ø    Ser pessoa de fé e de oração, como meios para a fidelidade ao projeto de Deus;
Ø    Levar a Bíblia aos encontros catequéticos para se abastecer  e ter segurança no Plano do Pai;
Ø    Participar ativamente da vida da paróquia;
Ø    Ter uma relação de amizade com todos, sendo dinâmico, comunicativo, ouvinte, marcado por um espírito humilde, fraterno e de amor ao próximo;
Ø    Ser pontual em seus compromissos, como catequistas, a fim de  dá exemplo a todos;
Ø    Empenhar-se na formação permanente, para melhor se atualizar em questões metodológicas a da atualidade.
                Ninguém nasce catequista.
                 Aqueles que são chamados a este serviço tornam-se bons catequistas através da prática, da reflexão, da preparação adequada, da conscientização de sua importância como educadores da fé.
Ser catequista é viver a vocação do batismo. É pelo batismo e, mais tarde, pelo CRISMA que o catequista é chamado a anunciar o Reino de Deus.


                Ser catequista não é fácil. É mais simples ensinar algumas perguntas e respostas do “catecismo” do que fazer” catequese”. A MISSÃO DE CATEQUISTA  não é tarefa de um dia, de uma semana, de um mês. É uma missão que vai se aperfeiçoando, pouco a pouco, buscando métodos que correspondam à realidade onde acontece a catequese.
II-REFERENTE AO CATEQUIZANDO

                                     COM RELAÇÃO À FASE, IDADE E TEMPO DE PREPARAÇÃO

FASES DA CATEQUESE                       IDADE                                     TEMPO DE PREPARAÇÃO
Iniciação ( pré-catequese)                          05 e 06 anos                                                      01 ano
1ª Fase                                                                07 anos                                                                               01 ano
2ª Fase                                                                08 anos                                                                               01 ano
Eucaristia                                                           09/10 anos                                                        01 ano
Perseverança                                                   10 à 13 anos                                                      01 ano
Crisma                                                                 14 anos a/c                                                        1/2 anos


Ø  Esses critérios serão adotados em situações normais e implantados gradativamente. Após o período crismal, encaminha-se para a Pastoral dos adolescentes ou adultos, de acordo com a situação e decisão de cada um.
Ø  Com relação à crisma, quando diz ½ anos, é de acordo com a disponibilidade do bispo, e a data marcada para a realização do sacramento.
                                                                III- INSCRIÇÕES
Serão utilizadas fichas para controle, facilitando a vida do catequizando, sobretudo em se tratando de mudança paroquial.
Ø  Acrescentar na hora da inscrição a xerox do registro.
                                                                             
                                                                              IV- FREQUÊNCIA
Ø  A frequência mínima exigida será de 75% no total dos encontros realizados anualmente. Caso permanecerá na mesma etapa.
Ø  Os casos omissos deverão ser analisados pela coordenação paroquial.

                                                                              V- ORGANIZAÇÃO
                                               DA INICIAÇÃO (PRÉ-CATEQUESE) ATÉ A CATEQUESE EUCARÍSTICA
                Encontros semanais, utilizando diversas dinâmicas de interação, iniciação na vida litúrgica e comunitária, sob orientação de um catequista especializado.
                                                                             
                                                                              CRISMA E PERSEVERANÇA
                De acordo com a idade pode ser realizada encontros semanais, quinzenais ou  mensais.
A preparação com adultos poderá ser realizada em 8 encontros, com duração de 4 horas, ocupando uma tarde ou  uma manhã.




MISSÃO DO CATEQUISTA                                                                     
TEXTO RETIRADO DO LIVRO ”CATEQUESE RENOVADA”

Nº  144. A tarefa da catequese é confiada ,em primeiro lugar  a toda  a Comunidade eclesial, que , com toda a sua vida, contribui para  a educação de seus membros na fé. O  bispo e com ele os presbíteros e diáconos, sacramentalmente constituídos ministros do Cristo-Mestre, são os primeiros responsáveis pela Catequese.
A comunidade não dispensa a figura do catequista; ao contrário: em função do papel da comunidade na Catequese, e também devido às transformações sociais e culturais do nosso tempo, estamos descobrindo um novo tipo de catequista: alguém que, integrado na comunidade, conhece bem sua história  e suas aspirações e sabe animar e coordenar a participação da todos.
Nº 145. Como  bom comunicador, o catequista não fala sozinho. Ele desperta e provoca a palavra dos membros da comunidade. O catequista dedica-se de modo específico ao serviço de Palavra, tornando-se porta-voz da experiência cristã de toda a comunidade .”O catequista é, de certo modo, o intérprete da igreja junto aos catequizandos .  Ele lê e ensina a ler os sinais da fé, entre os quais o principal é a própria igreja”. Desenvolve um verdadeiro ministério, um serviço à comunidade cristã, sustentado por  um especial carisma do Esprírito de Deus.
Nº 146. Quando catequiza, ele o faz em nome  de Deus e da comunidade profética, em comunhão os pastores da igreja. Anuncia a Palavra, denuncia o que o que impede o homem de ser ele  mesmo e de viver sua vocação de filho de Deus. Ajuda a comunidade a interpretar criticamente os acontecimentos, proporcionando-lhes a reflexão e explicitação da fé. Convida a comunidade a libertar-se do egoísmo e do pecado e a celebrar a sua fé na Ressurreição.” De profunda espiritualidade, falará mais ainda pelo exemplo do que pelas palavras que profere”.
Nº147. É tarefa do catequista apresentar os meios para ser cristão  e mostrar a alegria de viver o Evangelho. Catequizar é comunicar.” O catequista comunica mediante o testemunho, a palavra e o culto”.
                                   MISSÃO DO CATEQUISTA NO DIRETÓRIO GERAL DE CATEQUESE

                CATEQUESE ( kata-ekchéo)= Fazer ecoar, repercutir a Palavra de Deus; processo de educação da fé, da esperança e do amor. A missão primeira e principal de educação da Igreja é evangelizar:” Ide, fazei discípulos..., sem medo algum, pois eu estarei convosco até a consumação dos séculos”( Mt 28-20).
                Evangelizar é passar adiante a Boa Notícia (Eu-Angelón): Deus é nosso Pai-Mãe, e nos ama, nos dá Seu Filho único para a nossa salvação e nos confia  a tarefa de construir, neste mundo, o Seu Reino. O Catequista é um vocacionado (chamado)  pelo Espírito Santo para exercer na Igreja o ministério da educação  dos fiéis na fé, na esperança e na caridade. Finalidade: Maturidade da fé; compromisso pessoal e comunitário de libertação integral.
                                                                              FONTES DA CATEQUESE
                Bíblia, Liturgia, Credo, Pai nosso, Ave Maria... Mandamentos, Sinais dos tempos, Religiosidade popular, Comunidade (vida, história, acontecimentos...)
                                                              


                                                                                             
                                                              
                                                              
                                                               ALGUMAS COISAS QUE TEMOS QUE EVITAR:
Ø  Reduzir a catequese à infância e à adolescência;
Ø  Identificar catequese com catecismo e com preparação aos sacramentos;
                                              
Ø  Dar a impressão de que para a missão de catequista não é preciso haver pessoas preparadas, bastando a boa vontade e algumas receitinhas de técnicas de dinâmicas, animação, cantoria.
                                                                             
                                                                              LUGARES DA CATEQUESE
                A comunidade cristã: fonte ,lugar e meta da catequese; familiar, o berço da fé; paróquia, espaço familiar e acolhedor, onde os cristãos se conscientizam e experimentam ser Povo de Deus;comunidades Eclesiais de Base: concretização de reflexão e da vivência da Palavra de Deus, da comunidade e da missão, num processo participativo; a escola católica confessional; movimentos, grupos, associações; outros ambientes, meios de comunicação social, religiosidade popular, romarias, santuários, música, dança símbolos, pinturas...
                                                              
                                                               CATEQUISTA E O GRUPO DE CATEQUISTAS
                Ministério( munis stare)= “ estar a serviço e em condição de menor ou servidor. O catequista não é um professor de religião, de doutrina , mas um iniciador no mistério da fé para que cada fiel possa acolher consciente, esclarecida, generosa e coerentemente o Senhor, a sua Palavra e a sua missão.
                                               O catequista exerce sua missão :
Ø Em nome do Senhor e de sua Igreja;
Ø Com qualidade de testemunho de vida, de inserção na comunidade eclesial, de conhecimento da palavra de Deus e dos processos pedagógicos da educação da fé;
Ø Inserindo seus catequizandos na comunidade eclesial;
Ø Possibilitando-lhes forte experiência de Deus , experiência eclesial  e experiência de missão.
                                                                             

                                                                              CONCLUSÃO

                                  
            A catequese é, portanto, um processo educativo, pessoal e comunitário, da fé, da esperança e da caridade para iniciar o fiel no seguimento de Jesus e no compromisso com Ele, com Sua missão e com Sua Igreja. Neste sentido a catequese é indispensável na Igreja e precisa sempre se renovar.









quarta-feira, 13 de julho de 2011

§§§§§ Dinamicas §§§§§§


 Emboladão
Objetivo: Esta dinâmica propõe uma maior interação entre os participantes e proporciona observar-se a capacidade de improviso e socialização, dinamismo, paciência e liderança dos integrantes do grupo.
Faz-se um círculo de mãos dadas com todos os participantes da dinâmica.

O Coordenador deve pedir que cada um grave exatamente a pessoa em que vai dar a mão direita e a mão esquerda.

Em seguida pede que todos larguem as mãos e caminhem aleatoriamente, passando uns pelos outros olhando nos olhos (para que se despreocupem com a posição original em que se encontravam). Ao sinal, o Coordenador pede que todos se abracem no centro do círculo" bem apertadinhos". Então, pede que todos se mantenham nesta posição como estátuas, e em seguida dêem as mãos para as respectivas pessoas que estavam de mãos dadas anteriormente (sem sair do lugar).

Então pedem para que todos, juntos, tentem abrir a roda, de maneira que valha como regras: Pular, passar por baixo, girar e saltar.

O efeito é que todos, juntos, vão tentar fazer o melhor para que esta roda fique totalmente aberta.
Ao final, pode ser que alguém fique de costas, o que não é uma contra-regra. O Coordenador parabeniza a todos se conseguirem abrir a roda totalmente!

Obs: Pode ser feito também na água.


Sou um Escravo
Objetivo: Dinâmica celebrativa - Compreender que ajudar os outros a se libertarem é o caminho para a própria libertação


Objetivo: Dinâmica celebrativa - Compreender que ajudar os outros a se libertarem é o caminho para a própria libertação.
Participantes: Todos os presentes no encontro
Material: Uma pessoa com olhos vendados, boca lacrada, os ouvidos fechados, os pés amarrados, as mãos amarradas. - Musica que fala de escravidão e sofrimento

Descrição:

a) apresentar uma pessoa com os olhos vendados, boca lacrada, os ouvidos fechados, os pés amarrados, as mãos amarradas.

b) Convidar as pessoas a olharem um pouco em silêncio para o apresentado.

c) Cantar: Se meu irmão estende a mão... (ou canto outro que fala de escravidão e sofrimento).

d) Convidar as pessoas que quiserem para vir à frente e tirarem as amarras uma por uma, dizendo o porque está fazendo este gesto. O que deseja libertar ao tirar a amarra?

e) Quando o jovem se sentir totalmente livre, dirá como está se sentindo.

f) Observação: Após cada amarra tirada, cantar : Eu acredito que o mundo será melhor, quando menor que padece acreditar no menor.

g) Partilha em torno do que falaram e ouviram analisar a nossa realidade hoje perante a escravidão

Os Bombons
Objetivo: Dinâmica de reflexão - Capacidade de observação; Vivência num mundo classista; Reflexão sobre a realidade social.


Objetivo: Dinâmica de reflexão - Capacidade de observação; Vivência num mundo classista; Reflexão sobre a realidade social.
Participantes: Todos os presentes no encontro
Material: Um quilo de balas.

Passos Metodológicos:

a) Do grande grupo escolher uma boa parte para a vivência da dinâmica. Com este grupo, prosseguir da seguinte forma:

b) Formar três grupos (Não falar nada): 1- o grupo menor (classe burguesa); 2- o grupo um pouco maior (classe média); 3- o grupo formado pela maioria grupo pobre.

c) O 1º grupo (1) recebe excesso de balas; o 2º grupo (2) recebe uma quantia que dá, mais ou menos, para todos; o 3º grupo (3) recebe uma quantia que é totalmente insuficiente.

d) Deixar que o grupo mesmo se dê conta do que está acontecendo e observar as reações.

e) O grupo que não participa da dinâmica (grupo observador) anota todos os fatos que acontecem.

Em plenário

1) Aos que vivenciaram a dinâmica, perguntar:
- o que sentiram? como se sentiram? o que representa cada grupo? como reagiram diante da situação vivenciada?

2) Ao grupo observador, perguntar:
- o que viram? Que fatos, atitudes chamaram a atenção?

3) Perguntar a todos:
- Que lições podemos tirar daquilo que vivemos nesta dinâmica? (Se possível anotar no quadro negro e sistematizar ).

 Aprender a escrever na areia
Objetivo: Dinâmica de Reflexão interior.


Objetivo: Dinâmica de reflexão interior.
Participantes: Todos os presentes no encontro
Material: Texto abaixo. Imprimir e entragar para cada grupo ou ler para todos ouvirem e depois refletirem.

Texto para meditar:

Dois amigos, Mussa e Nagib, viajavam pelas estradas e sombrias montanhas da Pérsia, acompanhados de seus servos.

Certa manhã chegaram à margem de um rio onde era preciso transpor a corrente ameaçadora. Ao saltar de uma pedra o jovem Mussa foi infeliz, falseando-lhe o pé e precipitando-se no torvelinho espumejante das águas em revoltas. Teria ali morrido, se não fosse Nagib, que atirou-se nas correntezas e conseguiu trazer a salvo o companheiro de jornada. O que fez Mussa? Chamou os seus mais hábeis servos e ordenou-lhes que gravassem numa pedra esta legenda:

"Nesse lugar, durante uma jornada Nagib salvou seu amigo mussa".

Seguindo viagem de regresso às terras, sentados numa areia clara, puseram-se a conversar e por motivo fútil, surge de repente, uma desavença entre os dois.
Discordaram, discutiram e Nagib, num ímpeto de cólera, esbofeteou brutalmente seu amigo. O que fez Mussa? Não revidou a ofensa. Ergueu-se e tomando Tranquilo seu bastão escreveu na areia clara.

"Neste lugar, durante uma jornada, nagib por motivo fútil, injuriou, gravemente seu amigo mussa".

Um de seus ajudantes observou respeitoso:

' - Senhor, da primeira vez, para exaltar a abnegação de Nagib, mandaste gravar, para sempre, na pedra, o fato heróico. e agora, que ele acaba de ofender-vos, tão gravemente, limitas a escrever na areia incerta o ato de violência e covardia. A primeira legenda ficará para sempre. Todos os que transitarem por este sitio dela terão notícia. Esta outra, porém, riscada no tapete da areia, antes do cair da tarde, terá desaparecido como um traço de espumas entre as ondas do mar'.

Respondeu Mussa sabiamente:

' - É que, o benefício que recebi de Nagib permanecerá para sempre em meu coração. Mas, a injúria, escrevo-a na areia, como um voto, para que depressa se apague e mais depressa ainda, desapareça da minha lembrança. Assim é meu amigo! Aprende a gravar na pedra os favores que receberes, os benefícios que te fizerem, as palavras de carinho, simpatia e estímulo que receberes. Aprende, porém, a escrever na areia, as injúrias, as ingratidões, as ofensas e ironias que te ferirem pela estrada da vida. Aprende a GRAVAR, assim, na pedra. Aprende a ESCREVER, assim, na areia... e então só assim serás livre e portanto feliz!'.

Perguntas para reflexão:

1. Conhecer-se é a mais sublime arte das pessoas inteligentes e sábias. Para gravar nas pedras do seu caminho procure recordar três fatos (importantes) que mais marcaram sua vida, que foram os mais "felizes", que lhe serviram de estímulo na caminhada.

2. Sou "sábio" para poder compreender as diferenças do meu caminhar, e por onde passo vejo as marcas de alegrias deixadas por outras pessoas? Ou sou aquele que ao caminhar só vejo as coisa ruins e vou logo fazendo "fofocas"?

Os Bichos
Objetivo: Reconhecer os nossos diferentes papéis e também, quando necessário, mudar nossas atitudes para crescer.


Objetivo: Reconhecer os nossos diferentes papéis e também, quando necessário, mudar nossas atitudes para crescer.
Participantes: Todos os presentes no encontro
Material: Lista com alguns animais:

COBRA: É traiçoeira, perigosa, esperta e oportunista. Envenena o grupo. É fofoqueira e quer ver o circo pegar fogo.

GATO: É companheiro prestativo, carinhoso e muito esperto.

BORBOLETA: Sempre está voando. Por isso não é acomodada. Alegra o ambiente com seu jeito de ir ao encontro de todos.

PAPAGAIO: Fala, fala, não fala nada que contribua. É inteligente, aprende o que os outros fazem, tanto o bem como o mal.

CAVALO: Dá patada em todos. Às vezes é bom de serviço. Mas é muito bruto.

PAVÃO: Fica sempre de leque aberto. Mostra sempre sua cultura. Acha que é o mais bonito, mais inteligente, aquele que sabe mais.

BOI: Sossegado, tranqüilo, não sabe da força que tem. É esforçado e topa qualquer trabalho.

POMBO: Vive de conversinhas com o companheiro(as) do lado. Só vive de par.

URUBU: Só vê carniça. É pessimista, descrente. Só gosta de coisa ruim. Quer ver o grupo morrer.

FORMIGA: Operária, trabalhadeira, ativista. Faz, faz sem pensar e acaba destruindo muita coisa boa. Trabalha, trabalha sempre em grupo, mas não avalia, nem planeja.

GALINHA-D’ANGOLA: Fala a mesma coisa o dia inteiro: “tô fraco”... Não acredita em si mesma, mas tem que falar.

PATO: Caminha lentamente, sempre pateta. Quer sombra e água fresca; promete e não cumpre. Não se envolve com nada e nunca quer saber de nada.

CIGARRA: Só gosta de cantar, é omissa. O mundo pode acabar ela não se preocupa: é aproveitadora.

MACACO: Espirituoso, bagunceiro, inteligente e superficial. Sempre faz rir, ninguém o leva a sério. Anima, mas termina irritado. No fim está amuado e sem graça.

LEÃO: Sempre o mais poderoso, o rei de todos, domina a todos os animais, e agarra as pessoas pelas presas. Faz tudo sozinho, quando urra todos os participantes se calam.

RATINHO: Estraga tudo, destrói. Fica sempre escondido pelos cantinhos. Tem muito medo do leão e dos outros animais. Passa pelo grupo sempre em disparada.

HIENA: Não tem opinião própria. Adora o Leão e é puxa-saco. Gosta sempre de quem está no poder. Ri dos outros.

CORUJA: Não fala, mas presta muita atenção. Nunca dá sua opinião. Fica sempre de cara feia. Não liga para ninguém, não contribui com nada.

LAGARTIXA: Abana a cabeça mas não fala, concorda com tudo e sempre diz: “É isto mesmo”.


Descrição:

No cotidiano da vida precisamos reconhecer os nossos diferentes papéis e também, quando necessário, mudar nossas atitudes para crescer. Vamos observar os bichos! Eles ajudam a ver como somos muitas vezes, positiva ou negativamente, em nossos encontros. Podemos seguir estes passos:

Passos metodológicos:

1. Distribuir aos participantes a lista de alguns bichos. Ler em silêncio o texto e escolher 3 bichos que apresentam as características que mais se assemelham aos integrantes do grupo.

2. Eleger os 3 bichos mais indicados e formar três grupos. Cada grupo deverá aprofundar as características de um dos bichos, como elas se manifestam no cotidiano da vida. Claro que muitas de nossas atitudes são inconscientes, mas isso não significa que elas não possam ser mudadas.

3. Os 3 grupos devem apresentar (de forma bem criativa) as características do bicho escolhido. Em seguida, em plenário, todo grupo faz comentários sobre o assunto.

O Círculo
Objetivo: Dinâmica de Reflexão.

Objetivo: Dinâmica de Reflexão.
Participantes: Todos os presentes no encontro
Material: Caneta e papel - Texto para reflexão.

Texto:

Quanto da nossa vida é gasto em manter os outros fora dela. Quartos e casas particulares, clubes e escritórios, estradas e praias. Em todos, o objetivo é o mesmo: “isto não é propriedade sua. É minha. É proibido a entrada”.

Naturalmente, num certo sentido, todos têm a necessidade de um círculo que mantenha o mundo à distância.

Todos nós precisamos de lugares e refúgio. Todos nós somos porcos-espinhos e nossos espinhos são menos incômodos se temos um pouco de espaço em volta de nós.

Mas há um outro sentido que um tamanho de um ser humano pode ser medido pelos círculo que ele traça para envolver o mundo. Algumas pessoas são demasiado pequenas para traçar um círculo maior do que elas próprias. A maioria vai um pouco mais longe e inclui suas famílias.

Outras ainda traçam a linha nas bordas de seu grupo social ou partido político, sua própria raça ou cor, sua própria religião ou nação. São muitas as pessoas que possuem a grandeza e interesse e de compaixão para lançar um círculo suficiente grande para envolver a todos.

Quanto maior o círculo, maior a pessoa. E quanto menor o círculo, mais mesquinha é a pessoa. A pessoa forte não tem medo de pessoas diferentes dela, e a pessoa sábia acolhe ela com prazer. Se nada mais sabe, ela sabe que os seres humanos não tem onde viver a não ser na terra, e que se não quisermos morrer juntos, teremos de aprender a viver juntos. Mas a pessoas sábias, provavelmente, também sabe que quando traça um círculo excluindo seu irmão, faz menos mal a seu irmão do que a si mesma. Ela se coloca em reclusão solitária e fecha a porta por dentro.

Nega a si mesma. Empobrece seu espírito, endurece seu coração, atrofia seus sentimentos.

Quando uma pessoa sábia menciona seu irmão, não traça um círculo menor do que já foi traçado na terra. No principio, Deus deu ao mundo sua forma. Ele o fez redondo.

Descrição:

- Distribuir caneta e papel para os participantes.

- Pedir para cada um desenhar um círculo na sua folha.

- Pedir para cada um escrever “o que” ou “quem” colocaria dentro do círculo desenhando na folha, e “o que” ou “quem” colocaria fora do círculo.

- Dar um tempo para cada participante conclua o trabalho.

- Partilhar no próprio grupo o que e quem colocou fora e dentro do círculo respectivamente, como se sentiu em relação à escolha? E outras observações sobre a dinâmica ou o trabalho.

- Ler para todos o texto: “Qual o tamanho do circulo”:

 Dinâmica do Nome
Objetivo: Quebra-gelo
Esta dinâmica propõe um "quebra gelo" entre os participantes. Ela pode ser proposta no primeiro dia em que um grupo se encontra. É ótima para gravação dos nomes de cada um.

Em círculo, assentados ou de pé, os participantes vão um a um ao centro da roda (ou no próprio lugar) falam seu nome completo, juntamente com um gesto qualquer . Em seguida todos devem dizer o nome da pessoa e repetir o gesto feito por ela.

Variação: Essa dinãmica pode ser feita apenas com o primeiro nome e o gesto da pesso, sendo que todos devem repetir em somatória, ou seja, o primeiro diz seu nome, com seu gesto e o segundo diz o nome do anterior e gesto dele e seu nome e seu gesto... e assim por diante. Geralmente feito com grupos pequenos, para facilitar a memorização. Mas poderá ser estipulado um número máximo acumulativo, por exemplo após o 8º deve começar um outro ciclo de 1-8 pessoas.
Pintando o Outro
Objetivo: Dinâmica de auto-conhecimento Conhecer-se e conhecer o outro - Maior integração do grupo - Despertar curiosidade e interesse pelo outro.


Objetivo: Dinâmica de auto-conhecimento Conhecer-se e conhecer o outro - Maior integração do grupo - Despertar curiosidade e interesse pelo outro.
Participantes: Todos os presentes no encontro
Material: Tiras de papel, uma para cada participante, papel e caneta.

Descrição:

1. Distribuição de tiras de papel, pedindo que cada um escreva nela o seu nome;

2. Recolhê-los e colocá-los no meio da sala com o nome virado para baixo:

3. Pedir que alguém misture bem os papéis e, depois todos retiram um nome;

4. Pedir que todos se levantem e façam um passeio pela sala lendo os crachás dos presentes para reconhecer a pessoa que sorteou (permanecer em segredo);

5. Distribuir uma folha de papel ofício para cada participante;

6. Cada um desenha o rosto da pessoa sorteada;

7. Exposição de todos os desenhos na sala, na lousa...

8. Leitura dos “símbolos”:
a) o grupo deve identificar os desenhos com os participantes. É imagem do indivíduo perante o coletivo;

b) ver quem acertou. Explicação por parte do desenhista.

9. Tempo para colocações gerais sobre a dinâmica:

a) que conclusões podemos tirar desta dinâmica? Qual o objetivo dela?

b) o que senti ao realizar esta dinâmica?

c) como vi meu companheiro sorteado?

Nota
A revelação poderá, também, ser feita somente no final do encontro, montando um esquema de revelação.